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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Blog - Caderno




Sobre o blog:
Como André Foltran mesmo descreveu o blog é um caderno de poemas, pensamentos, dizeres e resmungos..

Nós podemos dizer que o blog além de seu layout ser simples e fácil de achar o que procura. O blog de André, é exatamente o que ele falou, um blog bastante interessante, com constantes atualizações, com algumas frases e com pequenos versos ele consegue o seu objetivo principal, que é atingir o leitor.

Então a nossa nota para o blog é 9.


   


sábado, 31 de março de 2012

Pandemia Avulsa, por Alam Arezi


Nome: Alam Arezi
Blog: Cabeça Voodoo
Endereço: Salto do Lontra - PR


Homens...
Interditem as estradas mal criadas e esburacadas
Interditem os hospitais lotados e mal administrados
Interditem as igrejas pelo excesso de contingente
Interditem as férias por falta de dinheiro
Interditem a fraternidade pela falta de solidariedade
Interditem os céus pela falta do azul
Interditem as artes pelo excesso de retoques grotescos
Interditem as músicas que estão se desafinando pela nostalgia
Interditem a esperança que se encontra cansada e tão usada


Homens...
Fechem suas portas para o sem teto que precisa de comida
Fechem seus corpos para o delírio da vida
Fechem seus cofres e se esqueçam da combinação
Fechem seus olhos e se deitem no chão


Homens...
Não olhem para o passado e sintam-se culpados
Não chorem ao terem certeza de que são
Não procurem mais respostas para explicar o que não tem explicação
Não acreditem apenas na sorte
Não duvidem de um juízo final esculpido por suas próprias mãos


Orem...
Sintam-se culpados pelo agora e pelo amanhã
Sintam-se acompanhados pelos deuses que inventaram
Sintam-se tão sozinhos como o corcunda de Notre Dame
Sintam-se invejados pelo próprio sorriso no espelho quebrado


Vejam...
O final vem estampado no mastro da bandeira
O final é autoconfiante e indestrutível
O final é o último suspiro, choro, tosse e aceleração
O final é a primordial aceitação


Antes de tudo,
Homens...
Caiam no vazio pessoal, evitem a implosão
Arrumem suas malas, assistam ao filme predileto e escutem a uma última canção de verão...
Depois disso...
O silêncio eterno será a maior invenção
Feita para nós, dada a nós
A pandemia avulsa de nossa criação.


Não existem maiores problemas, apenas o asfalto
Não existe mais a verdade, apenas metáforas
Não existem mais amores, são sabores dos corpos
Não existe lucidez, todos estão loucos
Não existe pandemia, é só mania de controle
Não existe paraíso, criamos o inferno
Não existe calma, sonhamos acordados
Não existe mais a compaixão, criamos espelhos
Não existe mais a solidariedade, contamos o dinheiro
Não existem mais vocações, viramos escravos
Não existe o existir, coexistimos no vazio
Não existe pátria, arrendaram nossas casas
Não existe lar, o operário usa o teto pra dormir.


Viramos a crença de um sonho utópico
Viramos carrascos de oportunidades
Viramos sujeitos sujos de modernidade
Viramos esqueletos partidos
Viramos o mundo e o perdemos.


Estamos à caça de matérias
Estamos sempre na fila de espera
Estamos sobrepujados por um sistema
Estamos longe do que deveríamos ser
Estamos procurando drogas e heróis.


Ascendemos nossos cigarros
Ascenderemos a nossos transcendentes
Acrescentaremos uma palavra de despedida
Ajuizadamente abriremos as feridas
Apressadamente tomaremos fertilizantes de bebidas
Apresentaremos uma ata em branco no dia em que deus sorrir.


Sós - Nós – Não – Desataremos - Nós.
Juntos –Nós –Não – Saberemos - Ser.


Apenas nosso final será lembrado
O nascer enterrado
E vivo
Sem memória
Existirá.

quinta-feira, 29 de março de 2012

A poesia que era pra ser no verão! por Helder Henrique





Nome: Helder Henrique do Nascimento Peres
Blog: Helder Poeta
Endereço: Arapongas -PR




Era para ser mais um concurso de poesia aleatório

Mas dessa vez a coisa ficou séria!

Não posso mais me dar o luxo de criar algo satisfatório
Tenho que dar o meu melhor nesta poesia que faz ferver minha artéria

Posso tentar o estilo romântico, do qual sou bom
“Enxergar em qualquer moça os traços de minha amada
Sentir o calor da pele dela como se fosse mais um sol de verão
Fazendo-me bater forte o coração ao chamá-la de namorada”

Posso fazer o estilo de aventura, que sempre me faz ir longe
“Tenho apenas seis balas em meu revolver e acho que será o bastante
Com um tiro que ecoa tão longe sei que está na hora de partir ao meu alvo
Corro em direção ao vento, para encontrar o inimigo á minha espera, ofegante”

Acho talvez melhor, fazer uma poesia de estilo de crítica
“Ela passa o dia inteiro sonhando acorda sem objetivo
Pensando que a vida é só festas, curtir com as amigas e viver com os pais
Mas essa menina tola, que se acha espera, um dia sofrerá do coração, sem motivo”

Já sei! Acho que farei uma poesia engraçada
“Lá vem o João indo para escola fazer prova de português
Estudou tanto, mas tanto para poder aprender sujeito e predicado
Que esqueceu que isso era matéria do ano passado, e terá que fazer a prova outra vez”

Não... Não consigo me decidir que poesia fazer
O Verão já acabou, já é outono poxa, e por que tenho que escrever isso?
Talvez este concurso seja uma furada!
E quem sabe seja melhor fazer chouriço para comer na hora do serviço

quarta-feira, 21 de março de 2012

Canção Do Outono Sombrio: Por André Luis Soares


Nome: André Luis Soares
Blog: Gritos Verticais
Endereço: Guarapari - ES



Canção Do Outono Sombrio


(André L. Soares)

Tenho pisado em folhas secas

que se amontoam aos pés das cercas,
depois esvoaçam pelo chão.

Acima, quase brilha um sol cinzento
simultaneamente ao vento,
que uiva a mais sombria das canções.
Vivo uma tristeza há mais de trezentos dias
sem ver flor ou ler poesia,
numa busca que parece ser em vão.

Em meus olhos respinga a garoa fina
que se funde às minhas lágrimas...
(nem sei se sou eu quem chora ou se é o céu).

Escondido sob o espesso sobretudo
carrego o peso do mundo em minhas costas,
seguindo só com minhas botas e o destino infiel.
No meu caminho, a primavera não é óbvia,
sinto mais frio que num inverno em Varsóvia
(sonhos congelados na nevasca da ilusão).

Aspiro o pó branco que sobe pelas narinas
ou mergulho na bebida ofertada nos bares...
(falsas amigas que me empurram para a cova).
Não mais havendo lua-nova em minhas noites
semicerro as pálpebras e me acostumo ao breu;
afinal, o pior inimigo a enfrentar ainda sou eu.

Feito um corsário sem rumo,
minha alma de pássaro ganhou o azul,
migrou pro Sul... foi embora no outono
e se me mantenho em pé é por paixão:
tenho fé, que apesar de tanta derrota,
ao abrir alguma porta, ainda haverá verão 





Alice: Por André Luis Soares


Nome: André Luis Soares
Blog: Gritos Verticais
Endereço: Guarapari - ES



(André L. Soares)

.

Alice, embebida de pureza,
há poucas horas, chegara ao planeta,
ainda estava imune à maldade,
quando as notícias velozes
rasgaram-lhe as têmporas.

Lágrimas verdes vertendo das retinas,
pontas de dor aguda a lhe fisgar o peito,
grito de clave de sol, preso à garganta,
ela então, vê a santa desnuda
sob a luz fria do cotidiano,...
momento em que o belo pintou-se de breu
(sabor amargo de inocência trincada).

Cansada, recolhe-se ao quarto,
a proteger-se dos cristais e plasmas.
Após sangrar lembranças, cerra pálpebras,
chora e soluça outra vez, sozinha.
Por fim, Alice adormeceu!
Em seus sonhos ainda existem flores,
a água e a verdade parecem cristalinas
e até o coração do homem é bom.

Acanhado, procurei algo
que a fizesse sentir-se melhor
quando acordasse;
tentei criar um ‘origami’, mas já era tarde...
eu só tinha em mãos, a realidade. 




terça-feira, 22 de novembro de 2011

Blog: Entre as Nuvens








  
O blog entre as nuvens é um blog escrito por Mari Sayuri, é mais um blog literário que entra para galeria do Olinkador, e trás consigo histórias, poemas, um pouquinho da cultura oriental e como Mari mesmo citou os desvaneios de MAL/AMADA.

"Um dia as nuvens nos levarão para outro lugar".
Gosta de leitura cotidiana e ficção?
Então está aqui um prato cheio.


Algumas redes sociais do blog:

 










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